Leve, moderado e grave são os níveis variados de psicopatas que vivem entre nós. Os primeiros se dedicam a trapacear, aplicar golpes e pequenos roubos, mas provavelmente não matarão suas vítimas. Já os últimos botam verdadeiramente a “mão na massa”, com métodos cruéis sofisticados, e sentem um enorme prazer em seus atos brutais. Mas não se iluda! Qualquer que seja o nível de gravidade, todos, invariavelmente, deixam marcas de destruição por onde passam, sem piedade.

Cuidado: os psicopatas que não matam não são, em absoluto, inofensivos! Eles são capazes de provocar grande impacto no cotidiano das pessoas e são igualmente insensíveis.

É importante ressaltar que o termo psicopata pode dar a impressão de que se trata de indivíduos loucos ou doentes mentais.  No entanto em termos médicos-psiquiátricos, a psicopatia não se encaixa na visão tradicional das doenças mentais. Esses indivíduos não são considerados loucos e nem apresentam algum tipo de desorientação.  Também não sofrem de delírios ou alucinações (como a esquizofrenia) e tampouco apresentam intenso sofrimento mental (como a depressão ou o pânico, por exemplo).  Ao contrário disso, seus atos criminosos não provêm de uma mente adoecida, mas sim de um raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos pensantes e com sentimentos.

Psiquiatra – Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva